Sobre a Economia da Defesa

A economia da defesa, como é habitualmente apelidada, é o conjunto dos elementos – muitas vezes, empresas privadas e o principal comprador, o Estado – que produz todos os bens e tecnologias necessários para equipar as Forças Armadas e para o exercício da guerra.

A economia da defesa não é um conjunto de empresas independentes do resto da economia. Pelo contrário, a maior parte das empresas que produzem bens e tecnologias militares produzem, também, bens e tecnologias civis. Pois, o comércio de equipamentos militares por si só não é, habitualmente, suficiente para assegurar a sustentabilidade de uma empresa.

No entanto, é uma parte indispensável da economia e da vida de um Estado.

Acompanhando a tendência à globalização, a economia da defesa é, também, um sector internacionalizado com muitas peças sendo produzidas ou num país e vendidas noutro, ou produzidas em países diferentes.

Assim, poucos países no mundo são autónomos no sector da produção dos bens e tecnologias militares. Alguns, como os Estados-Unidos ou a França são conhecidos pela sua economia da defesa; empregando centenas de milhares nas suas fábricas ou laboratórios.

Desta forma, ser autónomo na produção de bens e tecnologias militares representa dois tipos de benefício: prestígio e força, o país não precisando de apoio caso entre em guerra.

A guerra é um fenómeno quase natural das relações internacionais e um país deveria, por esse motivo, preparar-se para a eventualidade de ter que travar uma guerra.

Na maior parte dos países ocidentais, as agências estatais criadas para esta área (por exemplo, a Direcção Geral do Armamento em França; a Direção-Geral dos Recursos da Defesa Nacional em Portugal; a Agência Europeia de Defesa da União Europeia) listam as empresas que contribuem directamente ou indirectamente para a economia da defesa; gerem as aquisições públicas nesse sector; autorizam a produção de alguns bens e tecnologias que requerem licenças; e, podem, ainda, desenvolver projectos com universidades e empresas privadas para a inovação nesse sector. Estas agências têm, em geral, um papel de encorajamento do desenvolvimento global da economia da defesa.

O objectivo desta empresa é, também, de encorajar o desenvolvimento da economia da defesa europeia, fazendo a sua parte. Mais especificamente, tendo em conta as diferenças económicas entre os países europeus, especialmente no Sul, onde esta empresa está sediada, é um desejo e um projecto, para o qual será consagrado muito esforço, ver a autonomia Europeia ou Sul-Europeia na produção de bens, tecnologias e infra-estruturas militares.

Europa Victrix